Itens importantes para os educadores do CSCM-UBÁ
1ª parte – FOCO: professores
1. O educador diante da indisciplina
O educando merece todo o respeito por parte dos educadores. Mesmo
o indisciplinado. Indisciplina é sempre sintoma, não
causa. A irreverência própria do adolescente, problemas
familiares e circunstâncias diversas, freqüentemente
levam a incidentes disciplinares. O professor também tem
sua parcela de culpa se: a) não tem um planejamento claro
para suas aulas; b) não conquista a confiança e o
respeito dos alunos; c) não constrói com os mesmos,
de forma clara, democrática e inequívoca, os limites
nos quais a convivência se pautará. Se, contudo, o
aluno mesmo assim se exceder, a postura de um educador do CSCM-Ubá
é:
- Contornar a situação deixando para, em particular e no momento
adequado, retomar o ocorrido, estabelecendo com o adolescente
um diálogo educativo para ambas as partes. Sempre que necessário,
tais conversas devem contar com a presença de um representante
da equipe pedagógica;
- Encaminhar o caso ao serviço pedagógico para a
intervenção que se fizer necessária. Este
serviço, bem informado e documentado, é parceiro
do professor e do aluno, no sentido de buscar soluções
justas para os problemas;
- Saber lidar com o inesperado. O ato de “colocar para fora
de sala” é extremo, pouco educativo e apenas alimenta
um problema que é de todos, professor e aluno;
- Manter o equilíbrio emocional mesmo em situações
em que o aluno esteja errado: gritos, ameaças e coisas
do gênero acabam afastando os educandos do educador, criando
grandes prejuízos para o processo de construção
do conhecimento, que passa obviamente pelo afetivo;
- Conhecimento do regimento escolar. Ele será aplicado
todas as vezes que for necessário, em consonância
com o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
Cabe ao professor procurar conhecer os limites de sua atuação
para não se sentir desautorizado depois;
- Confiança no trabalho realizado em equipe. A equipe pedagógica
acionará a família do aluno e junto com ela, vai
procurar a solução para o problema. Em alguns casos
é preciso a paciência para não atropelar o
processo, que tantas vezes exige doses homeopáticas e não
medidas extremas. O imediatismo atrapalha muito a condução
de certas situações;
2. Ética é fundamental, não apenas como abstração
teórica, mas aplicada ao cotidiano
A ética deve pautar a relação profissional
entre todos os que trabalham nesta casa de educação.
O educador, por suas atitudes, deverá comunicar transparência
e honestidade, pois como Gailhac dizia “as palavras convencem,
mas os exemplos arrastam”. Neste sentido, espera-se do educador
do CSCM-Ubá:
- Discrição. Não se comenta os métodos
de outro educador e nem se alimenta junto aos alunos queixas e
reclamações sobre terceiros. Temos que incentivar
o “olho-no-olho”, não a fofoca. A equipe pedagógica,
na impossibilidade de um bate papo franco entre os alunos e o
profissional sobre o qual têm queixas, é o canal
adequado para este tipo de reivindicações. Ao ouvir
assuntos assim, interrompa o reclamante e encaminhe-o para a equipe;
- Respeito ao processo democrático. Decisões coletivas
passam a ser de todos, e por todos devem ser acatadas com profissionalismo.
Frases do tipo “eu não concordei, mas o grupo decidiu
assim...” são pequenas sabotagens ao trabalho em
equipe e passam a idéia de um grupo que “não
fala a mesma língua”. O momento da discussão
coletiva e democrática é o momento para cada um
se expressar adequadamente;
- Respeito aos combinados. A escola possui regras, calendário
e planejamento, discutidos e construídos com o próprio
corpo docente e socializado com os demais profissionais. Se alguém
age à revelia do que foi acordado, cria problemas para
todos. Exemplos: alunos não podem ser dispensados de provas
ou avaliações com a famosa “regra de três”;
alunos não podem entrar em sala depois do professor; os
simulados têm um determinado número de questões,
valendo determinados pontos etc. Se um professor, por conta própria,
muda estas regras, passa por bonzinho, enquanto os outros passam
por carrascos. Ou vice-versa. No final, perde a escola, que fica
desorganizada, com muitos pesos e muitas medidas;
- Tudo o que dizemos da escola fora dela, de uma forma ou de outra,
acaba chegando aos ouvidos dos que nela trabalham. È inadmissível
perceber que um profissional fala mal da própria instituição
onde trabalha por livre e espontânea vontade, expondo na
comunidade o que deveria ser discutido intra muros;
- Zelo pelo que é de todos. Ao sair da sala, apague a luz.
Ao solicitar cópias xerox, faça a montagem do texto
de forma a economizar papel. Após usar um equipamento móvel,
guarde-o no lugar combinado. Ao usar a sala vídeo, desligue
os aparelhos. Não deixe o data show ligado e a sala aberta.
Não fume na escola, em qualquer de suas dependências,
o ar puro também é de todos;
- Atenção especial à aplicação
de provas, simulados etc.; redobrada, quando, ainda por cima,
tratar-se das avaliações formuladas por outro colega.
A organização das carteiras, o monitoramento e o
zelo são fundamentais para se coibir a prática da
cola. É de total interesse da escola que tal processo ocorra
com lisura e ética! Recomenda-se aos educadores que elaborem
mais de um tipo de gabarito ou mesmo de prova, a fim de que haja
maior justiça e transparência nesta atividade;
3. A relação educador-educando: manter a firmeza,
sem perder a ternura jamais...
Entre educador e educando deve haver o mínimo de distância
profissional, afinal de contas, sem ela não é possível
educar. Muitos confundem ser terno, justo e amigo, com ser permissivo,
e o processo educativo sai prejudicado. O educador do CSCM-Ubá,
neste sentido:
- Cultiva um vocabulário adequado. Não usa e nem permite o uso
de palavrões e expressões de baixo calão. Pelo contrário, ressalta
valores como a gentileza e a boa educação;
- Sabe que nem toda brincadeira é saudável, portanto
não permite e nem toma parte em brincadeiras discriminatórias,
vexatórias, invasivas ou vulgares. Pelo contrário,
faz o corte e aproveita a ocorrência para educar;
- Separa o profissional do pessoal, e se por um motivo qualquer
extra-sala tem problemas com um aluno, jamais usa de subterfúgios
para “perseguir”, “alfinetar” ou mesmo
“premiar”, “bajular”, quando possui laços
extras de afeto ou amizade... Do portão para dentro, são
todos educandos, independente de grau de parentesco, de status
social etc;
- Sabe manter-se neutro e imparcial. Em caso de competições
na escola, por uma questão de bom senso, não toma
partido, afinal todos os times ou equipes são formados
por educandos seus;
- Atua como defensor da vida, exalta virtudes do caráter,
justiça, paz, respeito, tolerância... não
faz a apologia do álcool, do preconceito ou de qualquer
outro comportamento que atente contra os princípios básicos
do JPIC – Justiça, Paz, Integridade da Criação,
nossa bússola;
- Ao compartilhar com educandos do ambiente virtual, possibilidade
aberta pelas novas tecnologias, como sites de relacionamento ou
programas de trocas de mensagem instantâneas, pauta-se pelos
mesmos princípios inequívocos que balizam as relações
pessoais do mundo real;
- Está atento a qualquer manifestação de
bullying e, de forma alguma, mantém-se indiferente: procura
a coordenação pedagógica e procuram, juntos,
uma forma de interferir no sentido de que não hajam discriminados,
perseguidos, marginalizados etc neste espaço sagrado de
convivência que é a escola – não reproduzamos
ou sejamos coniventes com a reprodução disso que
já há, por demasiado, na sociedade;
4. As reuniões, celebrações e plantões
pedagógicos
Cada momento da vida escolar exige um ritual próprio. O
bom profissional faz de cada um deles tempo para crescimento pessoal
e do grupo. Na partilha fraterna toda a comunidade educativa sai
ganhando. Por isso o educador do CSCM-Ubá deve estar atento
a:
- A capela é local privilegiado onde realizamos ao longo
do ano momentos de celebração, muitas vezes curtos,
porém significativos. Não é espaço
para conversa paralela. Quem participa de um momento desses, mesmo
antes do início, quer criar clima de oração
e merece respeito. Em momentos coletivos, com participação
de alunos, os educadores não devem assentar-se juntos,
mas misturar-se aos jovens para ajudar a zelar pelo ambiente de
silêncio e introspecção;
- Conselhos de classe e reuniões pedagógicas são
ocasiões onde muitas decisões importantes são
tomadas. Ao professor cabe estar presente, participar ativamente
e, para que a qualidade de sua participação seja
melhor, é necessário que esteja com seu diário
de classe devidamente escriturado e totalmente concentrado no
que está sendo discutido pelo grupo. Não é
o momento de corrigir provas, ler aquele texto interessantíssimo
ou contar ao vizinho a última novidade;
- A pontualidade nas reuniões é um sinal de
respeito pela instituição e todos os que nela trabalham.
Aqueles educadores que sempre se atrasam para chegar e/ou que
sempre se antecipam ao sair, destoam do que se espera de um profissional
de fato comprometido, parece coisa de quem está na instituição
“fazendo um bico” ;
- As reuniões mensais com os funcionários são
riquíssimas oportunidades de partilha e confirmação
do ‘jeito Sagrado de ser’. Espera-se que todos se
organizem para delas participar, não como quem ‘perde
uma hora de serviço’, mas como quem interrompe os
afazeres diários para ‘ganhar qualidade’;
5. O educador e a organização do cotidiano escolar
Há uma frase que diz: “Urgente é aquilo que
não foi providenciado no tempo devido!”. De fato, para
quem deixa acumular tarefas ou para quem perde prazos, tudo passa
a ser urgente e feito com atropelos. O CSCM –Ubá precisa,
para sua organização interna, que cada qual sinta-se
elo de uma grande corrente: se alguém falha, as conseqüências
recaem sobre todos. Por isso é preciso cuidar de:
- Acompanhar o calendário escolar. Nele estão
todas as datas importantes do ano, que devem ser cumpridas. Cada
professor e cada família possui uma cópia deste
planejamento: encerramento de etapa, semana de simulados, prazo
para entrega de notas na secretaria, eventos da escola etc. ;
- Respeitar o prazo exigido pela mecanografia: cópias
deverão ser solicitadas com dois dias de antecedência,
acompanhadas de requisição assinada pela equipe
pedagógica. Não se aceita, extra-turno e/o na última
hora, pretender que o SOR ou a diretora, por exemplo, autorizem
cópias que deveriam ter passado pela coordenação
de segmento. Isto denota claramente atividade mal planejada;
- Solicitar com antecedência espaços ou equipamentos
como sala de multimeios, laboratório de informática,
data show, salão nobre etc , para evitar surpresas desagradáveis,
como programar uma atividade e descobrir na última hora
que o recurso não estava disponível;
- Arcar com seus próprios atrasos, não esperar
“jeitinhos” ou “arranjos”. Se um professor
não entregou seu simulado a tempo para digitação
ou multiplicação, terá que arcar com as cópias
ou assumir seu erro para a turma, que ficará prejudicada.
Se as notas não foram entregues, os boletins sairão
sem a nota daquele conteúdo. Porém, atenção:
não é este tipo de profissional que a escola deseja;
- Espera-se de todos os setores da escola pró atividade:
todos já sabem dos eventos programados para o ano letivo,
portanto, todos são coresponsáveis pelos mesmos.
Ex: se as comemorações da Semana da Criança
se aproximam, no que o áudio visual já pode se antecipar?;
se a Páscoa já vem chegando, o que o setor de comunicação
estratégica já pode ir preparando? – não
que cada um vá fazendo o que lhe vier à cabeça,
mas, partilhando com a CPG, o SOR etc, é possível
antecipar problemas e buscar soluções;
- Comprometer-se com o preenchimento da agenda on line, que
envolve uma série de combinados a serem cumpridos: todos
os dias cada turma deverá sair do colégio com, pelo
menos, três tarefas marcadas; alunos com o mesmo nome devem
ser registrados com sobrenome; etc. Cada professor é responsável
por este importante instrumento organizador da rotina escolar;
- Envolver-se nos Projetos Sociais, um de nossos diferenciais,
além de compromisso inegociável com nossa memória
histórica. O engajamento nos mesmos é fundamental
para um bom resultado em relação às metas
esperadas. A atenção começa já no
Plano de Trabalho Pedagógico, estabelecendo Temas Iluminadores
que realmente estarão presentes no fazer pedagógico
da sala de aula, e tem continuidade com a adesão aos mesmos,
através da presença in loco e/ ou da incorporação
da temática em foco à rotina da sala de aula;
- Respeitar o organograma escolar, encaminhando solicitações
a quem de direito. Todos os educadores devem estar a par das coordenações
às quais estão ligados, sendo elas o fórum
adequado para encaminhar solicitações, reclamações
etc;
6. O educador e o trato com as famílias
- Bom senso. Na presença das famílias um professor
jamais deve comentar, por exemplo, que recebeu os alunos sem base:
lembre-se, se estes alunos educaram-se aqui mesmo, na série
anterior, tal comentário é uma crítica ao
próprio colégio. Junto à equipe pedagógica
é que se discute eventuais deficiências e se procura
saná-las;
- O atendimento às famílias é oportunidade
preciosa para o professor demonstrar sua competência e segurança,
estando bem fundamentado e mostrando comungar da filosofia da
instituição. Sempre que necessário, é
preferível solicitar o apoio da coordenação
pedagógica do que deixar uma família mal atendida.
Mas, lembre-se: raramente uma família procura o plantão
de atendimento para falar com a direção ou com as
pedagogas, a expectativa é mesmo o contato com o professor,
por isso sua presença é tão importante;
- Sigilo e discrição são essenciais
depois de uma reunião ou de um atendimento aos pais. O
professor que, após um momento desses entra em sala com
aquele tipo de fala irônica “não adianta pedir
a mamãe para vir falar comigo”, está criando
empecilhos a futuros diálogos, o que não é
o desejo da escola;
- Assuntos de escola nunca devem ser tratados na rua, no
clube ou em ocasiões sociais. Mesmo que os pais insistam,
é sempre oportuno fazer educadamente o corte e lembrar
que na escola, dispondo de ocorrências, registros e fichas
de acompanhamento, o serviço será melhor prestado.
É preciso muito bom senso quanto ao que se conversa sobre
a escola, estando fora dela;
- É comum na educação infantil e na
1ª fase do Ensino Fundamental, que a família comemore
aniversário de seus filhos na área de festas do
colégio e/ou na sala de aula, no horário do intervalo,
seguindo alguns critérios já divulgados. Não
cabe à professora induzir o aluno a pedir uma festinha
aos pais ou abordar as famílias “cobrando”
algo do tipo. Esta decisão é íntima, pertence
à família, não cabendo à professora
se envolver. A presença da mesma deve ser sóbria,
discreta, respeitando o espaço da família;
2ª parte – FOCO: funcionários
7. Portaria: a obrigação de ser uma surpresa agradável
A portaria é o cartão de visitas do colégio.
O ditado diz que “a 1ª impressão é a que
fica”, e a portaria é justamente o ambiente que proporciona
ao visitante uma primeira idéia do que encontrará
no ambiente interno. Na recepção, não se pode
encontrar decepção! Espera-se que a portaria do CSCM-Ubá
ofereça:
- Ambiente limpo, organizado e capaz de abastecer a comunidade
educativa de informações sobre o dia-a-dia da escola.
O responsável pela portaria deve procurar estas informações
junto aos responsáveis pelos serviços e no calendário
pedagógico, enfim, estar sempre atualizado. Quando a pessoa
da portaria não souber informar algo, imediatamente deve
conseguir a informação, a fim de que o solicitante
não fique sem resposta;
- Ambiente agradável e, ao mesmo tempo, que tenha
o profissionalismo como característica principal. Não
é lugar para brincadeiras, bate-papo, lanches, compra e
venda de produtos, conversas particulares ao celular etc. A portaria
é lugar por onde as pessoas passam, não é
lugar onde se fica parado conversando;
- Profissional capaz de lidar com o inusitado: pais nervosos,
vendedores que querem expor seus produtos, alunos que chegaram
atrasado etc. Deve prevalecer o bom senso: a escola não
é lugar para se vender enxoval, mas os representantes de
livraria são bem vindos e devem ser encaminhados à
coordenação pedagógica; não se tenta
argumentar com um pai ou uma mãe nervosos, é preciso
encaminhá-los o quanto antes à coordenação,
para que não causem tumulto na portaria; um aluno que chegue
atrasado ou sem uniforme, mas venha acompanhado do pai ou da mãe,
não deve ser barrado, mas encaminhado à coordenação;
etc;
- Acolhida. No caso de um evento especial, como formatura,
é comum um dos formandos esquecer o próprio convite
ou de um dos familiares. Sendo um aluno conhecido, seria deselegância
nossa deixá-lo de fora. Prevalece o bom senso, óbvio;
- Encaminhamento a quem for de direito. A portaria deve fazer
uma triagem das pessoas que chegam ao colégio. Poupa tempo
de todo mundo. Nunca se deve dizer a alguém “pode
subir e procure fulano”. O procedimento correto é
localizar a pessoa competente para atendê-lo e, somente
aí, deixar o visitante entrar;
- Zelo e bom senso na entrega de encomendas e recados a alunos.
Quando um pai telefona e pede que seja encaminhado um recado a
seu filho, o procedimento padrão é anotar e pedir
que a auxiliar de disciplina tome as providências. Quando
flores são entregues, o procedimento é encaminhar
também à auxiliar. Em ambos os casos será
preciso esperar o final das aulas para que o aluno receba o que
lhe foi encaminhado. Muitas vezes o aluno telefona para o pai
e pede que ele traga um trabalho, livro ou material esquecido
em casa... este tipo de entrega deverá ser agilizada, claro;
- Discrição, pois muitas vezes a família
quer ser atendida sem muito alarde, outras vezes os assuntos são
particulares etc. Até mesmo no momento da transmissão
de um recado a algum dos profissionais da escola é preciso
muita discrição: é inconveniente, por exemplo,
na presença de pais e visitantes, colocar a coordenação
ou a direção a par de alguma ocorrência desagradável.
Há local e hora adequados para este tipo de repasse;
- Zelo pela segurança dos alunos do colégio.
Alunos de outras escolas, ex-alunos ou alunos sem uniforme, regra
geral, não são autorizados a entrar no colégio
“para dar um giro por aí e rever os amigos”.
Namorado que quer dar um recadinho à namorada, vai ter
que aguardar o final das aulas. Em casos especiais, solicitar
análise da coordenação, a quem também
devem ser encaminhados pais que desejem buscar os filhos antes
do final das aulas ou conversar com algum professor;
- A portaria não deve fornecer à família
ou aos alunos o número do telefone de professores ou funcionários
do colégio, salvo com o expresso consentimento dos mesmos;
8. Funcionários: educadores sim, por que não ?
Somos todos educadores, do porteiro à diretora. Nossa postura
deve ser coerente com os princípios que pregamos e que podem
ser sintetizados no slogan “em defesa da vida”. No trato
com os alunos, o funcionário/educador deverá:
- Manter a calma e a cortesia, mesmo quando o aluno não
o fizer. Lidar com adolescentes e crianças exige boa dose
de paciência e autocontrole. Não sendo possível
dialogar, é fundamental informar a coordenação
sobre qualquer indisciplina ou desrespeito, a fim de que providências
sejam tomadas;
- Zelar pela segurança dos alunos, estando atento a
todas as situações de risco, atuando muito mais
na prevenção do que na resolução de
problemas. Durante o recreio, uma distração pequena
pode dar causa a um acidente, por isso, é preciso olho-vivo;
- Incentivar o cuidado com o que é de todos. Ajudar
o aluno a perceber que a escola é patrimônio de toda
a comunidade. Se mesmo assim a orientação não
surtir efeito, encaminhar o caso à coordenação;
- Saber guardar a distância respeitosa, o que não
significa ausência de ternura, usando o bom senso. Por exemplo:
não usar apelidos no trato com alunos ou permitir-se ser
apelidado etc;
- Procurar atender, dentro do limite do possível, as
solicitações dos estudantes, em sintonia com a auxiliar
administrativa e a coordenação, colaborando para
que a escola seja um lugar acolhedor, onde se constrói
parcerias;
- Usar o bom senso sempre! Ex: ao aluno não é
proibido namorar dentro da escola, mas é preciso observar
certos limites; uma conversa em particular é bem mais eficiente
do que chamar a atenção do aluno em público;
etc.
9. O atendimento às famílias : sorriso e disponibilidade
cativam a clientela
As famílias de nossos alunos devem ser sempre bem recebidas
na escola. A presença da família jamais é um
incômodo. O sonho de toda escola é ter a família
sempre presente no ambiente escolar, claro, respeitando certos limites.
O funcionário pode ajudar a tornar este desejo uma realidade.
Para isto é preciso:
- Ser parte da solução e não parte do
problema. Se a família solicita um auxílio na limpeza
da área de festas, faço ou providencio quem possa
fazer! Se a família solicita uma informação,
informo ou procuro quem possa informar! É fundamental nunca
devolver à família um problema;
- Não alimentar insatisfações, procurar
aliviar tensões. A família se queixa de uma professora,
encaminho-a à coordenação pedagógica,
em vez de dizer “xiii...a senhora é a 20ª mãe
que reclama isso!” ; a família diz que vai tirar
os filhos do colégio, ouço-a pacientemente e lembro-a
que a direção está sempre aberta a acolher
críticas e sugestões. A isso se dá o nome
de “vestir a camisa do colégio !”;
- Manter o profissionalismo. Nunca confundir o ambiente de
trabalho com nossas amizades pessoais. Um funcionário não
deve jamais vender rifa, perfume ou o que quer que seja aos familiares
de nossos alunos, mesmo que estes sejam amigos pessoais do funcionário;
- Não é elegante que um funcionário
ignore a presença de um visitante, tendo sempre para ele
um sorriso e um cumprimento cortês. O uniforme ajuda a criar
também um clima de organização, por isso
deve ser usado sempre;
- As famílias não podem ter acesso direto à
sala de aula, sem antes passarem pela coordenação
pedagógica de segmento;
- O atendimento às famílias é prioritário:
qualquer reunião pode e deve ser interrompida se um pai
ou uma mãe quiser falar com alguém da equipe pedagógica
ou do trio gestor;
10. O relacionamento com as religiosas : gentileza e disponibilidade
total para com as “donas da casa”
Desde 1911 as religiosas do Sagrado Coração de Maria
são presença viva de Padre Gailhac na cidade de Ubá
através do CSCM e de outros serviços pastorais. Delas
somos todos aprendizes e devedores, herdeiros de uma tradição
conquistada com muito suor e muita gratuidade. Por isso, no trato
com as religiosas, todos desta casa de educação precisam
estar dispostos a:
- Acolher, em consonância com o trio gestor, a coordenação
e a auxiliar administrativa solicitações que nos
forem encaminhadas;
- Construir clima de fraternidade e amizade, compartilhando
do mesmo espírito da qual as mesmas se imbuem ao relacionarem-se
conosco. Que a uma religiosa jamais falte um sorriso, uma palavra
de carinho e uma saudação fraterna;
- Participar dos momentos fortes e significativos, coordenados
pelo SOR, ligados à vida do Instituto e seu fundador, prestigiando
com sua presença participativa as celebrações
e encontros desta natureza;
funcionário e a organização do cotidiano
escolar
Com certeza, nem só de professores e alunos vive uma escola,
o funcionário é peça-chave no cotidiano desta
casa, somos todos elos de uma grande corrente. O que se espera de
um funcionário, neste sentido é que ele seja capaz
de:
- Desempenhar sua função com competência
e capricho, seja ela qual for. Nos pequenos detalhes é
que isto transparece: um corredor bem varrido é diferente
de um corredor varrido, uma secretaria bem organizada é
diferente de uma secretaria organizada etc;
- Trabalhar em equipe. Tantas vezes é preciso mais
do que saber trabalhar em equipe, e sim ter espírito de
time: todos contribuem jogando bem para que o gol seja marcado.
Muitas vezes é preciso que o funcionário auxilie
seu colega, do mesmo setor ou não, a fim de que tudo corra
bem;
- Economizar como se o fizesse para si próprio. Somente
um mau funcionário fica indiferente diante do desperdício,
seja ele de tempo ou de material;
- Estar atento à vida escolar. O dever de acompanhar
o calendário do ano letivo não é apenas do
professor, mas de todos que trabalham na escola. Se um evento
se aproxima e o funcionário sabe que envolverá seu
setor, deve se perguntar e ao seu responsável direto a
respeito das providências que já podem ser tomadas
com antecedência;
- Cuidar de seu material de trabalho, zelando pela sua conservação;
- Zelar pela ética e pelo bom relacionamento do grupo,
não sendo agente ou incentivador de fofocas, boatos, desavenças
ou qualquer coisa que fira o compromisso cristão com a
Justiça e a Paz;
- Respeitar o organograma escolar, encaminhando solicitações
a quem de direito. Todos os funcionários devem estar a
par do serviço ao qual estão diretamente ligados,
sendo ele o fórum adequado para encaminhar solicitações,
reclamações etc;
12. Atenção a outras situações corriqueiras
no cotidiano da escola
- O funcionário, diante de um “lanche comunitário”
preparado com os alunos, não recolhe o que sobrou sem antes
conversar com a pessoa que coordenou a atividade. Nem se mistura
aos alunos quando a atividade for planejada para ser feita com
eles;
- – O funcionário convidado para um aniversário
que está acontecendo na escola, conversa primeiro com o
responsável imediato antes de ausentar-se de seu setor.
Sua presença deve ser discreta e rápida, respeitando
o espaço da família naquele momento;
- – Funcionários de setores informatizados devem
saber que o uso de MSN é permitido apenas quando extremamente
essencial ao setor, e mesmo neste caso, deve ser utilizado de
maneira responsável;
- – É preciso muito cuidado em festas ou grandes
eventos da escola, quando um aluno solicita coisas do tipo “guarde
meu celular para mim” ou “toma conta deste relógio
uns minutinhos”... Sendo impossível garantir a segurança
de qualquer dos pertences, é preferível educadamente
justificar-se e não atender ao pedido, do que responsabilizar-se
pelo que não pode vigiar;
- – Cada qual no seu setor, fazendo o seu serviço!
Nada pior do que uma pessoa que fica vagando por todos os setores,
batendo papo, esticando sua permanência para além
do necessário...atrapalha o colega, atrapalha a si mesmo...
todos saem perdendo;
- – Observar pontualidade nos horários de cafezinho:
não alongá-los indevidamente e procurar fazer daquele
espaço um local de convívio fraterno;
- – Saídas da escola durante o horário de
trabalho devem ser negociadas com o responsável direto
pelo setor;